Introdução ao Desenvolvimento de Jogos

May 14th, 2008

Quem nunca se perguntou como foi desenvolvido aquele jogo que tanto gostou? ou nunca ficou imaginando como poderia ser divertido se tivesse um jogo com a sua ideia? Se você levantou a mão em alguma dessas perguntas, provavelmente você não é o público alvo desse artigo.

O objetivo desse artigo é guiar aquele que quer criar seus jogos em casa e também quem deseja trabalhar na área.

Mercado Internacional: A indústria internacional de jogos está crescendo muito a cada dia, e desde 2003 ela ja rende mais que a indústria de filmes. A previsão para os próximos 5 anos é que a área cresça 20% ao ano. Só no ano de 2007, foram movimentados 50 bilhões de dolares.

Estamos na sétima geração de videogames, na última geração temos: Sony Playstation 3, Microsoft Xbox 360 e Nintendo Wii em consoles, e: Playstation Portable (PSP), Nintendo DS e Celular para portáteis.

Mercado Nacional: Os impostos de fabricação de hardware no Brasil são os maiores de todo o mundo, chegando a 80% e também de produto industrializado (IPI) chega a 50%. Isso faz com que poucas empresas fabriquem seus consoles no Brasil, obrigando as lojas a importarem os consoles de outro país, atividade que também sofre 30% de imposto de importação (II).

Outro assunto que também é pertinente, é o consumo de produtos alternativos que totalizam 94% do mercado nacional. Podemos dizer que isso é uma consequência, e não a causa da falta de investimento no país.

Ideia de um jogo: Basicamente o jogo nasce de uma ideia, seja ela qual for, e a ideia pode ser:

  • Um conceito original estabelecido por alguem, isso quer dizer que é uma ideia nova e jamais vista;
  • Uma sequência ou remake de algum jogo já existente;
  • Um jogo baseado em uma história já existente, por exemplo: filmes, desenhos e história em quadrinhos;
  • Uma simulação de jogos não eletrônicos, por exemplo: cartas, boliche e tabuleiro.


Áreas de atuação: Para trabalhar com jogos, não necessáriamente temos que ser programadores, aliais, hoje em dia a área mais carece das demais funções. Podemos listar as principais e fundamentais em um jogo comercial:

  • Diretor: Quem tem a visão completa do jogo como um negócio, quem fará a administração dos recursos humanos e financeiros, análise de previsão e resultados obtidos;
  • Produtor: Responsável pela administração do orçamento de produção, publicidade necessária para o jogo ter visibilidade, distribuição das cópias para os locais apropriados e campanha de marketing;
  • Roteirista: Criação do roteiro e história do jogo;
  • Designer: Quem identifica os aspectos, características, jogabilidade, interação com o jogador a ser desenvolvida, tecnologias e recursos que serão utilizados e a criação de Storyboards incluindo fases, mundos, ambientes e personagens baseando-se sempre no roteiro desenvolvido. Essa é a função mais importante em desenvolvimento de jogos;
  • Artista: Responsável por desenhar, modelar, pintar e animar todos os elementos descritos pelo designer;
  • Programador: Desenvolvimento e codificação da engine, codifica todos os elementos para que realizem todas as tarefas descritas pelo designer, utilizam kits de desenvolvimento no caso de consoles e engines/apis no caso de computadores.

Storyboard: É uma criação de desenhos imóveis, palavras e instruções tecnicas que descrevem cada cena do jogo.

Distribuição: Para jogos de console, a fabricante faz uma prévia análise do jogo antes de fabricar as cópias, podendo ser rejeitado e ter que ser sujeito a alterações para ser analisado novamente. Após a aprovação definitiva, a fabricante envia uma grande quantidade de cópias à desenvolvedora para que sejam distribuídas.

Custos: Os custos do desenvolvimento de um jogo são altos, e podem ser dividos em:

  • Licenciamento do console: A desenvolvedora paga para a fabricante do console a utilização de sua plataforma. Esse custo é calculado por cópia vendida;
  • Desenvolvimento: O custo da mão de obra especializada, funcionários ou terceiros que irão trabalhar no desenvovimento do jogo;
  • Publicidade: O jogo precisa ser divulgado, mídias como internet, revista e até televisão podem ser utilizados. Esse custo também é da desenvolvedora;
  • Outras licenças: Algumas licenças de software ou bibliotecas utilizadas cobram por unidade vendida, outras cobram por licença de desenvolvimento. Esse custo terá que ser previamente calculado para não haver nenhuma surpresa no fim do projeto;
  • Operacionais: Custos para manter a equipe trabalhando em algum lugar, funcionários não necessáriamente envolvidos no desenvolvimento do jogo, mas que são necessários para manter a ordem e a estrutura funcionando, transporte de cópias também deverão entrar na conta.

Desenvolvimento nas plataformas atuais: Cada uma plataforma possui seu kit de desenvolvimento proprietário e pago, porém além do computador existem outras alternativas para desenvolver jogos para essas plataformas:

  • Microsoft Xbox 360: Possui seu kit de desenvolvimento profissional, porém com alternativa grátis chamada Microsoft XNA Studio Express, podendo ser desenvolvidos jogos para PC e para Xbox, pode ser baixada no link: http://www.microsoft.com/xna;
  • Sony Playstation 3: A plataforma da Sony é uma das mais fechadas, que possui seu kit de desenvolvimento com custo alto. Porém a ultima novidade é que sairá um concorrente para a ferramenta da Microsoft, XNA chamada Phyre Engine que possibilitará usuários a criarem seus jogos utilizando toda a potência do Playstation 3;
  • Sony Playstation Portable: Também como o Playstation 3, o Portable da Sony também é bem fechado e o desenvolvimento gratuito nessa plataforma é feito de maneira ilegal através de ferramentas criadas por usuários que utilizam falhas do console para rodar esse tipo de aplicativo;
  • Nintendo Wii: A nintendo também possui o seu kit de desenvolvimento profissional, e devido as duas maiores concorrentes estarem brigando pelo desenvolvimento gratuito começaram rumores de que o Wii também terá a sua ferramenta para usuários;
  • Nintendo DS: Assim como o PSP, o console portátil da Nintendo não possui qualquer tipo de ferramenta para usuários desenvolverem jogos ou aplicativos sem utilizar o kit oficial;
  • Computador: A plataforma PC é a mais aberta, e possui uma quantidade muito grande de opções para desenvolvimento não só de jogos amadores como profissionais de baixo ou nenhum custo.
  • Celular: O desenvolvimento de jogos e aplicativos para celular cresceu muito devido a evolução rápida desses dispositivos, hoje também é possivel criar jogos em 3D para celulares. As duas plataformas mais utilizadas é a Symbian e o Java (JME), porém a microsoft anunciou que será disponibilizada na versão 3.0 do XNA a opção de desenvolvimento de jogos para plataforma Windows Mobile.

Ferramentas para desenvolvimento para PC:

Para desenvolver jogos para PC, temos a opção de utilizar diretamente as APIs gráficas (DirectX e OpenGL) porém teremos que re-desenvolver muita coisa, gastando muito tempo. A opção mais viável é utilizar engines prontas e disponíveis para cada parte do Game, essas engines variam de qualidade, linguagem, facilidade, preço e complexidade. Cabe a nós testa-las e encontrar a engine que mais se adeque as necessidades do Game. Segue uma lista de engines para cada parte:

Engines gráficas:

Engines físicas:

  • ODE (http://www.ode.org), engine de física totalmente open e free nativa em C++, simples e fácil de usar;
  • Newton (http://www.newtondynamics.com), engine de física muito completa e fácil de usar nativa em C++, uso profissional pago;
  • Ageia (http://www.ageia.com), engine de física também muito completa e fácil de usar nativa em C++, recentemente comprada pela Nvidia, uso profissional pago.

Engines sonoras:

Após relacionar as engines que iremos utilizar, basta escolher a IDE C++ preferida para iniciar o desenvolvimento:

Ferramentas para desenvolvimento rápido de Games:

Uma alternativa rápida para quem não possui uma equipe ou tempo para desenvolvimento são ferramentas que possuem um pré-formato de game ou funcionalidades. Essas ferramentas reunem várias engines e disponibilizam um framework para o desenvolvimento rápido de um Game. Segue alguns exemplos:

Ferramentas para desenvolvimento para Celular:

Para desenvolver em JME, basta baixar o EclipseIDE (http://www.eclipse.org) junto com o plugin EclipseME (http://www.eclipseme.org) e o Java Wireless Toolkit da Sun (http://java.sun.com/products/sjwtoolkit/). Com esses aplicativos instalados, você irá possuir uma estação completa de desenvolvimeto e emulação de aplicativos e games em JME. A grande maioria dos dispositivos móveis de hoje possuem suporte a JME.

Cursos em São Paulo:

  • Senac: www.senac.br
  • Impacta: www.impacta.com.br
  • Alpha Channel: www.alphachannel.com.br

Graduação em São Paulo:

Considerações finais:

Para quem estiver interessado em desenvolver e publicar seus jogos, participe da comunidade GameDev-BR (http://www.gamedev.com.br). Lembre-se: nada cai do céu, os jogos de hoje são frutos de muito estudo e dedicação. Não desista nas primeiras tentativas, pois normalmente são frustrantes. Continue.

Clique aqui para ver um trecho da minha palestra e clique aqui para assistir a matéria sobre jogos 3D no olhar digital.

Sobre o autor:

Luiz Pestana, 24 anos, é arquiteto de softwares e programador de jogos. Sócio da ZAP Trade (http://www.zaptrade.com.br) idealizou e criou recentemente a divisão ZAP Games (http://www.zapgames.com.br) para jogos corporativos e de entretenimento.

Quais são os procedimentos para que a minha empresa tenha um site?

April 18th, 2008

Atualmente, o site empresarial é mais do que um encantamento pela tecnologia e se tornou parte integrante na divulgação dos produtos e serviços para qualquer empresa.

Sua aproximação com os mercados, que no início estava dirigida somente aos seus clientes e aos possíveis consumidores, passou também a ter como alvo de relacionamento os fornecedores, parceiros diretos e indiretos e os próprios empregados em suas relações comerciais, sociais e pessoais.

O site empresarial expõe a imagem que seus gestores pretendem informar ao universo empresarial, dos objetivos e da missão do negócio, como também dos produtos e dos serviços comercializados, das formas oferecidas de contato, das metodologias de logística, porém, algumas vezes, esta informação chega de forma distorcida aos seus consumidores e fornecedores.

Assim, para a criação do site empresarial, é fundamental que seja escolhida uma empresa especializada em Web Sites, para o desenvolvimento adequado das páginas que irão compor o site para o seu negócio.

A preferência por um provedor de acesso e equipamentos que atenda as necessidades geradas pela administração e manutenção de conteúdo do site também é importante para a qualidade no relacionamento com o mundo da Internet. A empresa que irá desenvolver o site poderá orientar a respeito desses provedores.

Para que o site empresarial consiga oferecer bons serviços de recepção e envio de informações, a empresa precisa ter já instalado e em operação um aplicativo compatível com a atividade empresarial exercida, que possibilite a troca de informações entre o sistema na empresa e o site.

No momento da criação do site, a estrutura de páginas deve atender as áreas de interesse visual dos internautas, normalmente a empresa responsável pela criação do site faz um estudo minucioso das informações, levando em consideração a experiência dos usuários.

Portanto, inventar quaisquer outros procedimentos de acesso e leitura significa colocar em risco a qualidade de acesso e utilização, como também de visualização dos produtos e serviços a serem demonstrados e oferecidos no site.

Texto adaptado do manual para empresas do SEBRAE.

Foco no cliente final, seu website está preparado?

April 7th, 2008

Minha empresa fez a parte dela, esta na internet e agora?

Venho batendo nessa tecla há algum tempo, o profissionalismo nos projetos de internet vem aumentando com uma velocidade enorme, hoje já não basta ter um site na internet e achar que as coisas vão dar certo, que os clientes vão achar que já sou uma empresa seria e competente.

No meu artigo anterior falei um pouco sobre padrões de internet e alguns princípios básicos de um website hoje em dia. Nesse vou falar após o lançamento do site e sobre design de interação.Com perguntas básicas do tipo; o que você espera? E seu cliente? Seus fornecedores? O que é melhor para empresa? Já parou para pensar nisso?

Os “negócios” (vendas) na internet evoluem com uma velocidade tremenda, os clientes (usuários de internet) estão cada vez mais críticos em relação à internet, já sabem o que é bom e o que não é, e hoje eles querem benefícios e ter experiências com a marca diferente do que o lugar físico possui. Sua empresa está realmente preparada para tudo isso? Tem muitas empresas que acabam perdendo muitos clientes e deixando de fechar muitos negócios por um site mal elaborado e mal assessorado apos o lançamento. Não basta fazer um site e largar ele na rede e achar que esta tudo bem. Precisamos sempre estar atualizando e acompanhando as novas tendências tecnologias. O importante é não ficar para trás e ir conhecendo o usuário do seu site.

É possível conhecer meu usuário?

Sim, hoje existem boas ferramentas como o google analytcs, que permite um acompanhamento detalhado do site, conhecendo o usuário a fundo como localização, navegador utilizado, paginas mais acessadas, de onde eles vieram entre outras informações que podem ser decisiva no sucesso de seu website.

Focando sempre no usuário final.

O cliente precisa saber a importância e o objetivo do seu website, atuo a 2 anos desenvolvendo websites e nesse tempo observei muitas coisas que prejudicam o sucesso de um website. O cliente que contrata a agencia as vezes acaba atrapalhando o sucesso de um website por colocar no projeto seu gosto pessoal e não focando no cliente. Existem clientes que fazem um website sem um objetivo inicial, ou com objetivos ultrapassados, como por exemplo, fazer com que o usuário veja onde estamos e mostrar nossos serviços. Sabemos que os websites hoje não podem ser só isso, a internet não é um cartão de visita ou um folder. Existem muitas tecnologias hoje em dia e muitos recursos que tornam os projetos diferenciados e gera uma experiência bacana ao cliente final.

Exemplo legal desse fato é o site do Limão, Youtube ou Orkut que acabaram caindo do gosto dos usuários por ter uma experiência legal com o usuário final. Por exemplo, no limão que é um case mais completo, onde o usuário posta suas fotos, seus vídeos, cria blogs para relacionamentos social e profissional, tudo dentro de um único site. O usuário participa ativamente do conteúdo e acaba passando horas navegando. Esse conceito de fazer com que o usuário participe ou tenha algum beneficio ao entrar num site, é um conceito que está cada vez mais forte na internet hoje em dia, chamam de design de interação.

Como posso fazer isso com meu website?

Um exemplo bem básico é do site do olheiros.net, é um grupo de jornalistas que postam bons artigos sobre o futebol de base. O site hoje tem em média 200 visitas por dia. o usuário esta acessando a pagina lêem as noticias mas acabam saindo descontente sem ao menos poder interagir com o site. O que acaba acontecendo em longo prazo? Acaba perdendo os usuários e nunca consegue fidelizar um público.

Solução Simples para o Case:

A primeira coisa a ser implementada no website, a meu ver, é em cada artigo publicado o usuário ter direito de comentar e gerar discussões sobre o assunto, interagindo com o website, fazer com que ele participe ativamente do conteúdo do website. e a segunda sugestão seria o RSS, que apesar de ainda não ser uma ferramenta muito utilizada por todos, mas já os hard user (Usuário de nível avançado) já optaram pelo RSS, o que facilitaria para o usuário para não ficar entrando no site toda hora para ver se já foi colocada mais noticias ou se a noticia realmente o agrada.

Soluções Básicas de como interagir com o usuário podem criar grandes cases de sucesso.

Conclusão

Todos esses conceitos aplicados em conjunto, como as normas e padrões do W3C, interação do usuário garantem uma boa possibilidade de fidelidade do usuário para com o website, o que é fundamental para negócios na internet.

Claro que não podemos esquecer o principal, o que o website oferece?. Um ótimo website sem um ótimo conteúdo não tem função. Um ótimo conteúdo aliado a um ótimo website é a combinação ideal para o sucesso.

Não se esqueçam da “Lei do Clique”.

A coisa mais fácil na internet é mudar de website, basta dar um clique.

Fonte dessa lei: num sei acabei achando isso num artigo sobre usabilidade, :)

Até a próxima.

Raphael Monteiro Barboza