Arquivo de ‘Mercado’

Quais são os procedimentos para que a minha empresa tenha um site?

Friday, April 18th, 2008

Atualmente, o site empresarial é mais do que um encantamento pela tecnologia e se tornou parte integrante na divulgação dos produtos e serviços para qualquer empresa.

Sua aproximação com os mercados, que no início estava dirigida somente aos seus clientes e aos possíveis consumidores, passou também a ter como alvo de relacionamento os fornecedores, parceiros diretos e indiretos e os próprios empregados em suas relações comerciais, sociais e pessoais.

O site empresarial expõe a imagem que seus gestores pretendem informar ao universo empresarial, dos objetivos e da missão do negócio, como também dos produtos e dos serviços comercializados, das formas oferecidas de contato, das metodologias de logística, porém, algumas vezes, esta informação chega de forma distorcida aos seus consumidores e fornecedores.

Assim, para a criação do site empresarial, é fundamental que seja escolhida uma empresa especializada em Web Sites, para o desenvolvimento adequado das páginas que irão compor o site para o seu negócio.

A preferência por um provedor de acesso e equipamentos que atenda as necessidades geradas pela administração e manutenção de conteúdo do site também é importante para a qualidade no relacionamento com o mundo da Internet. A empresa que irá desenvolver o site poderá orientar a respeito desses provedores.

Para que o site empresarial consiga oferecer bons serviços de recepção e envio de informações, a empresa precisa ter já instalado e em operação um aplicativo compatível com a atividade empresarial exercida, que possibilite a troca de informações entre o sistema na empresa e o site.

No momento da criação do site, a estrutura de páginas deve atender as áreas de interesse visual dos internautas, normalmente a empresa responsável pela criação do site faz um estudo minucioso das informações, levando em consideração a experiência dos usuários.

Portanto, inventar quaisquer outros procedimentos de acesso e leitura significa colocar em risco a qualidade de acesso e utilização, como também de visualização dos produtos e serviços a serem demonstrados e oferecidos no site.

Texto adaptado do manual para empresas do SEBRAE.

EAD e a administração do tempo

Monday, November 12th, 2007

Considero uma alternativa interessante e vantajosa principalmente para treinamentos corporativos, cursos de extensão, cursos de graduação e cursos de pós-graduação.

Mauricio Asenjo

Pilha de livros, um globo acima e uma moça abraçada a pilha. Mensagem: Ensino à Distância

 

Sou um entusiasta da EAD e desde 1998, utilizo minha página na Internet como forma de suporte para as minhas atividades docentes, embora de uma forma ainda muito incipiente.
Na hp, restrinjo-me a disponibilizar planejamento, textos complementares, exercícios e gabaritos de provas, além de promover uma modesta interatividade com meus alunos, através de um canal de e-mail.

Acredito ser muito pouco. Existem formas muito mais plenas e eficazes de fazê-lo, mas de qualquer maneira, o que faço é uma forma de EAD.
Também já fiz alguns cursos a distância, na maioria deles textos e apostilas são disponibilizados e mais nada, não há nenhum contato entre professor e aluno, nenhum suporte, e até a avaliação é feita no formato de testes sorteados aleatoriamente e corrigidos pelo computador.

Mas também já fiz cursos em formatos diferentes, onde o computador era de fato transformado em uma sala de aula virtual, onde o contato com professor e os demais alunos era promovido e valorizado através de chats, fóruns e até mesmo momentos presenciais e devo confessar que este tipo de iniciativa me agrada muito mais e que me acrescenta muito mais também.
Porém antes de continuar, gostaria de salientar que a internet e seus serviços (chat, fóruns e etc) não garantem a interatividade entre aqueles que fazem um curso e nem bons resultados em termos de aprendizado e pesquisa. Para que isso aconteça é imprescindível o trabalho do professor, que além de transferir conhecimento e experiência tem que ter o “pique” de um animador e a sapiência de um moderador.

Acabei de descrever duas dinâmicas distintas para cursos em EAD e embora o segundo formato me agrade muito mais, o primeiro não será descartado e pode ser de grande utilidade para atividades complementares e/ou em cursos meramente informativos.
Apesar de entusiasta da EAD e de no momento estar particularmente envolvido com o assunto, não defendo o seu uso indiscriminado. Considero-a uma alternativa interessante e vantajosa principalmente para treinamentos corporativos, cursos de extensão, cursos de graduação e cursos de pós-graduação. Não vejo com muito bons olhos a EAD no ensino básico e fundamental, o que não significa que não possa, ou não deva ser explorada.
Justifico minha opinião na crença de que para um aluno obter êxito numa iniciativa em EAD, ele depende de seu senso de responsabilidade, de sua disciplina e de sua capacidade de administração do tempo, coisas que normalmente, só encontramos em pessoas mais maduras e mais envolvidas no contexto.

É preciso que este aluno esteja convencido da importância dessa iniciativa para ele, que esteja motivado e, portanto que esteja determinado a concluir a experiência. Para isso é necessário, apesar da flexibilidade de local e horários inerentes às iniciativas de EAD, que o aluno se disponibilize a reservar parte do seu dia à iniciativa, que não deixe para amanhã o que deve ser feito hoje, pois esta prática acaba gerando uma bola de neve cujo destino é a desistência.
Minha experiência, de anos de magistério, me mostra que quando o “barco corre solto” em termos de tempo, que quando o aluno não tem de fato a responsabilidade de entregar algo, as coisas normalmente não acontecem.

E em minha opinião, a má administração do tempo por parte do aluno é a grande responsável pelos altos índices de desistência que temos em iniciativas de EAD que, diga-se de passagem, são muito maiores do que em iniciativas presenciais.
Porém diagnosticar problemas, levantar teses é relativamente fácil e se o problema é a “má administração do tempo” levanto algumas perguntas:
Como resolvê-lo?

Como “ensinar” o aluno a administrar melhor o seu tempo?
Sinceramente, acho que isto é o tipo da coisa que não se ensina, vamos aprendendo com o passar dos anos, com o nosso amadurecimento e por isso, como já coloquei parágrafos acima, defendo as iniciativas de EAD principalmente para: treinamentos corporativos, cursos de extensão, cursos de graduação e cursos de pós-graduação.
De qualquer maneira acho interessante refletirmos sobre o assunto, que na minha óptica, é instigante e nesse sentido gosto muito do Eduardo Chaves, que em 1992 escreveu um livro sobre o assunto, intitulado “Administração do Tempo”.
Um resumo deste livro é o artigo publicado pelo mesmo autor, no ano de 1998, intitulado “Administrar o tempo é planejar a vida” e que pode ser encontrado em http://www.edutec.net/Textos/Self/MISC/timemgt2.htm
Eduardo Chaves coloca que o mais importante de tudo é saber o que queremos de fato, ou seja, definir os nossos objetivos. Depois, devemos nos conscientizar que muito provavelmente, não teremos realmente tempo para fazer tudo àquilo que queremos e, portanto, é necessário classificar os nossos objetivos quanto a sua importância e urgência e então nos planejar para alcançar esses objetivos mais prioritários.

Em meio a tudo isso, Chaves coloca algumas frases de efeito como: “quem tem tempo não é quem não faz nada: é quem consegue administrar o tempo que tem de modo a poder fazer aquilo que quer“, “ser produtivo é, em primeiro lugar, saber administrar o tempo, ter sentido de direção, saber aonde se vai” ou ainda “administrar o tempo, em última instância, é planejar estrategicamente a nossa vida”.
Em todas essas frases percebe-se claramente a preocupação de Chaves com o fator planejamento que, a meu ver, nesse mundo louco em que vivemos, nesse corre-corre, é a única maneira de conseguirmos algum resultado em nossas investidas profissionais e pessoais, por isso a minha identificação com o pensamento do autor.
Chaves termina seu artigo de uma forma linda, poética até, e vou me permitir repetir suas palavras: “Quando o nosso tempo termina, acaba a nossa vida. Não há maneira de obter mais. Por isso, tempo é vida. Quem administra o tempo ganha vida, mesmo vivendo o mesmo tempo. Prolongar a duração de nossa vida não é algo sobre o qual tenhamos muito controle. Aumentar a nossa vida ganhando tempo dentro da duração que ela tem é algo, porém, que está ao alcance de todos. Basta um pouco de esforço e determinação”.
Complementando a idéia do autor, eu diria que não é suficiente apenas “aumentar a nossa vida”, mas também é preciso “aumentar a qualidade de nossa vida”.

Trabalho com alguns profissionais realmente geniais, alguns leões, que encaram dia-a-dia uma jornada de até 16 horas de trabalho com uma competência ímpar; desnecessário dizer que estas pessoas são “experts” na administração do tempo, admiro esses colegas, mas às vezes temo que estes sejam apenas “profissionais” e não pessoas.
Precisamos nos preocupar com nossa saúde, com nosso lazer, com nossa família e com o nosso semelhante. Não devemos negligenciar esses itens, pois apesar de simples e triviais temos neles, o que há de mais importante.
Sucesso é administrar tudo isso e viver plenamente.
Determinação, obstinação, talvez aí esteja o segredo de tudo!

Maurício Neves Asenjo é graduado em Matemática, pós-graduado em Sistemas Digitais e mestrando na área de Processamento da Informação. Professor do curso de Ciência da Computação da UNISANTA, e do CEFET/SP. Assessor da Diretoria de Informática da UNISANTA e delegado institucional e regional da SBC (Sociedade Brasileira de Computação).

Profissionalismo versus Oportunismo

Monday, November 12th, 2007

Tudo começa com a guerra de quem vende mais barato? Casas Bahias ou Marabrás?

Será que é só isso que importa? Ou devemos questionar também sobre a qualidade dos produtos que são vendidos mais barato.

O guarda-roupa atende as necessidades do consumidor? É feito de material resistente e durável?

O consumidor de hoje parece não exigir tais requisitos, afinal, é mais barato!

O mesmo acontece em diversos setores com produtos ou serviços. De um lado um consumidor preocupado apenas com custo e por isso, adquirindo produtos sem a menor idéia de como extrair o melhor dele.

Do outro lado, estão empresas ou curiosos que acreditam que entrando numa concorrência praticando preços muito abaixo do mercado estão levando vantagem.

Ledo engano, em qualquer segmento de atuação, o canibalismo ou sabotagem é um tiro no próprio pé.
O produto ou serviço perde qualidade e o cliente acredita que sempre é possível encontrar por menos.

E é assim que em pouco tempo, um filão de negócios e oportunidades é depredado e nenhuma empresa consiguirá atuar nele novamente, pois, foi tudo é comercializado, quase que por R$ 1,99.

É importante que em áreas onde não existam regulamentação, os profissionais atuantes levem em consideração todo o investimento feito, ora de seu tempo, seu dinheiro seu talento e que portanto, deve ser capaz de extrair seu provento, não apenas agora, mas, também no futuro.
Deve lembrar que é o maior responsável pela qualificação e pelo profissionalismo na área.

Na guerra de preço, o resultado é um segmento fraco, sem regras de atuação onde todos os lados perdem, pois, se antes custava R$ 1,99 agora pode custar R$ 1,00.

Os clientes ficam cada vez mais interessados apenas em preço baixo, abrem mão de qualidade e tecnologia e ajudam a criar um segmento que vai sendo nivelado por menos, sempre.

É necessário refletir e ajudar a criar um mercado de consumidores que respeite antes de qualquer coisa a si próprios, exigindo qualidade a preço justo e não a preço baixo!